<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="1252"%> CETRAB – Centro de Tradições Afro-Brasileiras

 


CENTRO DE TRADIÇÕES AFRO-BRASILEIRAS
DIRETORIA DE ESTUDOS E PESQUISAS
Relatório e Síntese da avaliação do 1º Encontro Cultural CETRAB – 2005

Em 23 de março de 2005, a partir de 18:00h, reuniu-se na sede do Centro de Tradições Afro-Brasileiras, cerca de 80 pessoas para participar do I Encontro Cultural CETRAB – 2005, pela preservação das Tradições Culturais Afro-Religiosas, tendo como tema central à “Diversidade Cultural”.
Dentro do tema o encontro objetivava identificar aspectos comuns e incomuns nas principais culturas de matriz africana e criar um espaço de interação dos conhecimentos adquiridos ao longo das discussões do Centro de Tradições Afro-Brasileiras.
Com o apoio da equipe administrativa e dos seus colaboradores foi dada a boa vinda ao evento, após a chegada dos participantes.

Diante da expectativa, o encontro pode oferecer, mostra do vídeo – comentado “A África antes da Colonização”; ensaio fotográfico, retratando a variedade de rituais, de Wilson Pastor, acervo CETRAB; palestra seguida de debate sobre Cosmogonia e a importância da interação dos conhecimentos dirigidos, ambos auxiliados por uma apresentação em Power Point através de Data Show, a qual fora anexada na seção de arquivos do Portal www.cetrab.org.br

No término do Encontro foram distribuídos uns formulários de avaliação para que os participantes pudessem responder as perguntas nele contidas, e desta forma colaborar com o aperfeiçoamento e a qualidade dos futuros Encontros, o que nos possibilitou afirmar que:

1º) Quanto à qualidade do evento, 54% dos entrevistados julgaram muito bom e 46% - ótimo;

2º) Na expectativa do aprendizado os entrevistados afirmaram que:
a. obtiveram novas visões sobre Ori / Cabeça no que se refere a sua importância e os conceitos relacionados;
b. o evento proporcionou a oportunidade de aprendizado e esclarecimentos;
c. o quanto é importante o resgate e os esclarecimentos acerca da ancestralidade;
d. puderam observar como diferenciar a prática do conhecimento adquirido.

3º) O que mais eles gostaram foi:
a. conhecer a necessidade de se cuidar para uma vida melhor, através do conhecimento da cabeça;
b. a questão da sorte e do infortúnio constante no destino de cada um;
c. a didática, a receptividade e a informalidade com que foram abordados os temas;
d. conhecer a cosmogonia e a possibilidade de debater os diversos assuntos apresentados.

4º) 71% não se pronunciaram quando o que não gostaram, o que demonstra uma maior aceitação do que rejeição. Contudo, 29% alegaram insatisfação nos seguintes pontos:
a. “vir direto do trabalho e ficar com fome”. O que nos sinaliza para a possibilidade da instalação de uma cantina no local, a fim de suprir tais necessidades;
b. “tempo de duração foi curto, além de poucas opções de atividades”. O que nos leva a crer serem didáticas ou de entrosamento;
c. “debate final, horário e falta de apresentação das pessoas”;
d. “acreditava que o filme falasse mais da Nigéria e da cultura yorubá”.

5º) 89%, quase a maioria, gostaria que tivesse mais eventos como esse na sua comunidade terreiro. O que nós podemos sugerir, e até mesmo oferecer é a devida orientação ou consultoria para que seja realizado em seus espaços terreiros.

6º) Os temas sugeridos para novos encontros foram:
a. discussões polêmicas de um modo geral;
b. conceito de orixá e os destinos relacionados aos orixás e ao ser;
c. legalização das casas de culto, postura religiosa, direitos e deveres;
d. Orí / Cabeça e suas interdições;
e. cosmogonia e a importância na utilização dos elementos;
f. candomblé enquanto religião e o entendimento do religioso sobre sua religião;
g. resgate ao culto de orixá e o conhecimento acerca de Ifá;
h. saúde, sexualidade e auto-estima;
i. obrigações, responsabilidades e respeito aos orixás;
j. entendimento sobre as diversas formas de iniciação;
k. necessidade e obrigatoriedade no uso adequado das folhas.

7º) Comentários finais:
a. “é sempre muito bom ouvir o Professor Marcelo Monteiro expor suas experiências”;
b. “temos que divulgar mais estes encontros, esclarecer até mesmo aos iniciados porque precisamos de muita orientação”;
c. “é muito assunto para pouco tempo”;
d. “acredito que este tipo de discussão é fundamental para que haja a quebra de tabus que se solidificaram em nossa cultura, por falta de conhecimentos da sociedade e dos fundamentos do candomblé”;
e. “nas próximas palestras podemos abranger termos que são novidades para o povo candomblecista, tais como: Aje Saluga, Iyami, Asese e Ikomonjaade”;
f. “tive a impressão de que pessoas estavam confusas e até descrentes”;
g. “que tenhamos mais tempo de debate nos próximos encontros”;
h. “que a cada tópico apresentado tenhamos 30 min aproximadamente para discussão”.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a participação dos convidados, indiscriminadamente e agradecer especialmente o apoio de toda a Diretoria e a Equipe que possibilitaram a realização do I Encontro Cultural CETRAB – 2005.

Marcelo Monteiro
Presidente
Centro de Tradições Afro-Brasileiras