Mais ações do Censo 2010 à ser monitorada pelos Comitês!

Rio, 25/07/2010 - postado por: BLOG CETRAB

O projeto Vamos Contar, se destina às escolas de Ensino Fundamental e Médio da rede pública e particular de todo o Brasil. Elaborado pelo IBGE, com a indispensável colaboração do Ministério da Educação, busca divulgar a importância das informações obtidas pelo Censo como instrumentos para o exercício da cidadania, por meio da distribuição de materiais didáticos, mapas e peças de divulgação.

O projeto contém propostas didáticas e orientações que envolvem conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, em harmonia com os Parâmetros Curriculares Nacionais para os professores trabalharem com mapas, com informações estatísticas, geográficas e cartográficas e assim seus alunos possam melhor compreender as realidades brasileiras, bem como as diversas utilidades dos resultados do Censo para o país. Todo o material foi elaborado para que as atividades possam ser aplicadas de acordo com as necessidades do professor e com o seu planejamento pedagógico.

Conheça os MATERIAIS que fazem parte do projeto e seus OBJETIVOS . Participe. O IBGE conta com as escolas para a mobilização da população para o Censo 2010.


Fonte: http://www.ibge.gov.br/vamoscontar/videos.htm

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Censo 2010. Quem é de Axé diz que é!

 

Rio, 5/04/2010 - postado por: BLOG CETRAB


QUEM É DE AXÉ DIZ QUE É!

O QUE É A CAMPANHA "Quem é de axé diz que é!”?


Uma iniciativa do Coletivo de Entidades Negras (CEN), com o apoio de outras organizações sociais. O CETRAB é uma das entidades que apóiam essa campanha pelo seu objetivo de conscientizar a Comunidade Tradicionais de Terreiros de Religiões de Matrizes Africanas da importância de declarar sua religiosidade, como forma de reverenciar seu ancestre. Somente através da representação social será possível exigir políticas públicas voltadas para nossa comunidade, que atendam nossas necessidades e que acima de tudo respeitem as especificidades do nosso povo de axé.


POR QUE DA CAMPANHA  "Quem é de axé diz que é!"? 

Segundo dados do IBGE no último censo apenas uma parcela mínimade pessoas (0,3%) disse ser praticante de religiões de matrizes africanas. Para que esse índice aumente é necessário que mais pessoas dessas religiões se declarem: "sou de candomblé!”; "sou de umbanda!”; "sou de omolocô!”; “sou tambor de mina!”;

COMO FAZER PARA DIZER QUE É DE AXÉ!

O campo a ser preenchido pelo recenseador sobre religião é discursivo. Ou seja, será escrito aquilo que for declarado pelo entrevistado. E ainda, que o recenseador não pergunte sua religião, ao final, diga a ele qual é, e peça pra ele escrever. Dessa forma ganharemos voz na sociedade para lutar por uma melhor qualidade de vida para o nosso povo.

COMO ACOMPANHAR DE PERTO O RECENSEAMENTO?

Representantes de instituições da sociedade civil também poderão acompanhar e auxiliar nas atividades do Censo 2010, através de das Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE). A participação da nossa comunidade nessas comissões é uma estratégia de obter resultados positivos da Campanha QUEM É DE AXÉ DIZ QUE É! Para maiores informações sobre com integrar as comissões, entre no site do IBGE (http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1365&id_pagina=1).   

AXÉ!!!


Ajoye Carol Freitas e Ogan Ney Junior
CETRAB
Centro de Tradições Afro Brasileiras

Coordenação e Comunicação Institucional
QUEM É DE AXÉ DIZ QUE É!

 

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Intolerância reforça urgência da Marcha pela Liberdade Religiosa

Rio, 25/01/2010 - postado por: BLOG CETRAB


Hoje 21 de janeiro de 2010, dia Nacional de Combate a Intolerancia Religiosa, faltam 4 dias para II Marcha estadual pela Vida e Liberdade religiosa que será dia 25 de Janeiro em Porto Alegre, e eu... que sempre atuei em defesa das vitimas da intolerância, acabo de provar o Fél do preconceito, e a dor e humilhação são irreparáveis. .. "Baba Dida de Iyemonja"

A 2ª Marcha pela Vida e Liberdade Religiosa, que acontecerá conjuntamente à Caminhada de Abertura do Fórum Social Mundial 2010, dia 25, na próxima segunda-feira, se justifica cada vez mais pelos lamentáveis episódios de intolerância e discriminação contra as religiões de matriz africana. Na noite desta terça, dia 19, o Babalorixá Diba de Yemanjá, integrante da CEDRAB (Congregação em Defesa das Religiões Afro-Brasileiras) foi impedido, por motivo religioso, de dar uma entrevista previamente agendada na ULBRA TV  Programa BIBO NUNES, para falar sobre o DIDÁ-ARÁ - I Encontro Nacional de Tradições de Matriz Africana e Saúde, numa emissora de televisão em Porto Alegre. O apresentador do programa justificou que o canal de TV é luterano e que, portanto, não poderia contemplar outras religiões. Babá Diba lembrou-lhe que as emissoras de telecomunicaçã o utilizam concessões públicas e que, em função disso, não podem discriminar qualquer religião, muito menos num Estado laico e que tem em sua Constituição um artigo que defende a liberdade de crença e culto.
O sacerdote, que é uma das principais lideranças no país na defesa da liberdade religiosa e dos direitos dos fiéis das religiões afro-brasileiras, registrou a ocorrência na delegacia logo após o incidente.

Intolerância no Rio Grande do Sul

O histórico de discriminação religiosa no Estado é antigo. O Rio Grande do Sul acumula diversas tentativas de constrangimento à liberdade das religiões de matriz africana através da aprovação de leis em âmbito estadual e municipal. Uma delas é a “Lei do Silêncio”, que recentemente resultou no fechamento, na cidade de Rio Grande, do Ilê Africano Pai José de Aruanda Candomblé Oju Omi D’Sango, Iyemoja e Oiya do Babalorixá Marcos de Iyemanjá. O templo foi denunciado por uma única vizinha que alegou perturbação por conta do som dos tambores, o que foi definitivo para que o Promotor de Justiça do Ministério Público de Rio Grande, Dr. José Alexandre Zachia Alan, instaurasse uma ação cível, desconsiderando o caráter religioso, enquadrando- o como casa noturna, e solicitando o fechamento do terreiro, entre outras penalidades.
As tradições milenares dos povos de origem africana, que deveriam ser resgatadas, preservadas e elevadas à condição de patrimônio histórico-cultural brasileiro, no Estado gaúcho, lamentavelmente, são tratadas como perturbação à ordem pública.


Marcha pela Liberdade Religiosa

A 2ª Marcha Estadual pela Vida e Liberdade Religiosa será realizada no dia 25 de janeiro e integrará a Caminhada de Abertura do Fórum Social Mundial. Religiosos e simpatizantes de diversas tradições de matriz africana bem como de outras religiões farão parte da caminhada. A concentração será no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, às 16h, seguirá pela Avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares, onde haverá um ato público. Em seguida, a Marcha vai se encaminhar à Usina do Gasômetro, onde os religiosos farão a entrega de um presente às divindades das águas no Rio Guaíba.
A Marcha faz alusão ao dia 21 de janeiro – Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, em que vivenciadores e simpatizantes de religiões de matriz africana de todo o Brasil saem às ruas para denunciar o racismo e a discriminação sofrida pelos religiosos, para defender o direito constitucional à liberdade religiosa e para dar visibilidade aos saberes e tradições dos espaços sagrados e ancestrais da cultura afro-brasileira.


Postado por Bábà Diba de Iyemonjà no Bábà Diba de Iyemonjà em 1/21/2010 12:06:00 AM

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Conversa com Abdias

Rio, 03/01/2010 - postado por: BLOG CETRAB
Uma entrevista semanal sobre temas relevantes para o Terceiro Setor


"Falta ao movimento negro ser mais contundente"

"No caso do Brasil, por mais que o governo se esforce na sua retórica discursiva, nossa avaliação é que esse relacionamento não tem sido sincero. As palavras, os pronunciamentos, as expressões de intenção, os gestos esvaziados, não são suficientes para construir esse relacionamento. O governo pode até utilizar-se de textos, informações e dados produzidos por nós, mas isto não basta, pois o que falta são ações concretas. As políticas públicas reivindicadas por nossa população estão na mesa, mas não saem do papel".
Foi no dia 11 de maio de 2001 que Abdias do Nascimento fez este pronunciamento, na 2ª Plenária Nacional de Entidades Negras Rumo à 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Correlatas de Intolerância, no Rio de Janeiro (RJ). De lá para cá, ele afirma, as reivindicações não foram atendidas e continuam atuais.
São reivindicações que atravessaram todo o último século e permearam as sete décadas de atuação de Abdias, hoje com 91 anos. Ao longo dessa jornada, ele se expressou das formas mais diversas: em poesias, quadros, teses e propostas constitucionais.
Economista por formação, Abdias do Nascimento atuou no movimento negro nos âmbitos político, acadêmico e artístico. Iniciou sua militância na Frente Negra Brasileira, na década de 30. Durante o Estado Novo, foi preso em 1937 e em 1941, pela militância contra o regime ditatorial e o racismo. Na segunda ocasião, criou, dentro da Penitenciária de Carandiru, o Teatro do Sentenciado, organizando um grupo de presos que escrevia, dirigia e interpretava peças dramáticas. A partir desta experiência – e com o objetivo de acabar com atitudes racistas que presenciou no teatro, como quando um ator branco pintou-se para interpretar um negro – decidiu fundar o Teatro Experimental Negro.
Em 1968, Abdias vai para os Estados Unidos, graças a uma bolsa de estudos da Fairfield Foundation, e passa a atuar nos debates internacionais sobre o racismo. Foi neste momento que abriu a discussão sobre o pan-africanismo (veja o box ao lado), retomando sua crítica à idéia de que a América Latina vivia uma democracia racial, feita em 1966, durante o 1º Festival Mundial das Artes e das Culturas Negras, em Dacar, no Senegal.
Ao retornar ao país, em 1978, Abdias do Nascimento participa da criação do Movimento Negro Unificado (MNU), do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Pelo mesmo partido, foi eleito deputado federal e senador. Ainda fundaria o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), sempre guiado pela vontade de chamar atenção para a questão racial. “O povo negro tem direitos históricos, e o Brasil tem que pagar”.

 

 

 

 

 

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